Musica Africana - dados sobre artistas




Baka Beyond





Baka Beyond surge a partir de uma ideia de Martin Cradick juntar ritmos e harmonias ocidentais a um conjunto de recolhas musicais realizadas na "Rain Forest" Africana. Daqui resultou um projecto de uma certa musica acústica de dança, muito inspirada na herança musical daquela região africana e na sensibilidade "ocidental" dos mentores do projecto. O mais recente trabalho discográfico "Sogo", reune quatro músicos da Àfrica Ocidental e outros tantos da Europa, realizando a partir daí uma série de espectáculos pelo mundo fora. Martin Cradick é um brilhente guitarrista, que em tempos já se fizera notar no projecto "Outback", que nesse caso fazia uma mistura também extraordinária entre violinos, Djembees e claro, Didjeridoo. Nesta fase da sua carreira, Martin anda em busca das ligações possíveis entre a música da Europa Ocidental e a música dos pigmeus Baka, com quem viveu durante alguns tempos, resultando daí a edição de alguns discos que misturavam a sua guitarra com recolhas feitas no local (parte dos Royalties do disco revertem a favor dos Baka).


______________________________________________________________________




Miriam Makeba




Miriam Makeba (Joanesburgo , 4 de março de 1932- Castel Volturno, 10 de novembro de 2008) foi uma cantora sul-africana também conhecida como "Mama Afrika" e grande ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid em sua terra natal. Seu momento decisivo aconteceu em 1960, quando estrelou o documentário anti-apartheid Come Back, Afrika, apresentado no Festival de Veneza daquele ano, com ela presente. A recepção que teve na Europa, e as condições que enfrentava na África do Sul. fizeram com que Miriam resolvesse não retornar ao país, o que fez com que seu passaporte sul-africano fosse revogado. Ela foi então para Londres, onde se encontraria com o cantor e ator negro norte-americano Harry Belafonte, que na época gozava do auge do sucesso e prestígio e seria o responsável pela entrada de Miriam no mercado americano. Através de Belafonte, também um grande ativista pelo direitos civis nos Estados Unidos, Miriam gravou vários discos de grande popularidade nos EUA e sua música “Pata Pata” tornou-se um estrondoso sucesso mundial. Em 1966 os dois ganhariam o Prêmio Grammy, na categoria música folk, pelo disco An Evening with Belafonte/Makeba. Em 1963, depois de um testemunho passional sobre as condições dos negros na África do Sul perante o Comitê contra o Apartheid das Nações Unidas, ela teve seus discos banidos do país pelo governo racista ; seu direito de regressar ao lar e sua cidadania sul-africana foram cassados, tornando-se uma apátrida. Seus problemas nos Estados Unidos começaram em 1968, quando casou-se com o ativista político Stokely Carmichael, um dos idealizadores do chamado Black Power e porta-voz dos Panteras Negras, fazendo com que seus contratos de gravação e suas turnês fossem canceladas. Com isso, o casal mudou-se para a Guiné, onde se tornaram amigos do presidente Ahmed Sékou Touré, chegando a servir como delegada da Guiné da ONU, nos anos 80, onde recebeu da organização o Prêmio da Paz Dag Hammarskjöld. Separada de Carmichael em 1973, ela continuou a vender discos e fazer shows na África, América do Sul e Europa. A morte de sua filha única, em 1985, levou-a a mudar-se para a Bélgica. Dois anos depois, voltaria triunfalmente ao mercado americano, fazendo parte do disco de Paul Simon, Graceland, e da turnê que se seguiu a ele. Miriam Makeba finalmente voltou à sua pátria em 1990, com o fim do apartheid no país e a revogação de todas as suas leis, a pedido do Presidente Nelson Mandela, que a recebeu pessoalmente na chegada e estrelou no país dois filmes de sucesso sobre a época do apartheid e do levante de Soweto, ocorrido em 1976. Agraciada com a medalha de ouro da paz Otto Hahn, outorgada pela Associação da Alemanha nas Nações Unidas “por relevantes serviços pela paz e pelo entendimento mundial” em 2001, Miriam continou a fazer shows em todo mundo. Faleceu na Itália, poucas horas depois de sofrer um ataque cardíaco durante sua apresentação em um espetáculo que reuniu artistas de várias partes do mundo que apoiaram o trabalho do cineasta Roberto Saviano, feito contra as atividades da máfia napolitana, a camorra.

_____________________________________________________________________________

Cesária Évora




Cesária Évora (Mindelo, 27 de agosto de 1941) é uma cantora cabo-verdiana, apelidada de a rainha da morna.



Também conhecida como «a diva dos pés descalços», que é como se apresenta nos palcos, em solidariedade aos «sem-teto» e às mulheres e crianças pobres de seu país.



À morna, um gênero musical profundo em sentimentos e aparentado ao fado português, cantado em crioulo cabo-verdiano, ela adicionou toques sentimentais com sons acústicos de violão, cavaquinho, violino, acordeon e clarineta. Também várias vezes a ouvimos cantar fado, o qual foi, literalmente conquistado, por esta voz tropical.



O blues cabo-verdiano de Cesária Évora tem como tema a longa e amarga história de isolamento do seu país e do grande comércio de escravos, assim como da saudade e da emigração - o número de cabo-verdianos morando no exterior é maior do que a população total do país.



A voz de Cesária Évora, acompanhada de instrumentos que lhe dão um toque de melancolia, ressalta a emoção, que caracteriza a interpretação. Mesmo platéias que não entendem o idioma, interagem com emoção nas apresentações. Fez vários duetos com Marisa Monte.



Em 2004 conquistou um prêmio Grammy de melhor álbum de world music contemporânea.



Em 2007, o presidente francês Jacques Chirac distinguiu-a com a medalha da Legião de Honra de França.


----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------